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António

Blog informal de apoio da candidatura de António Costa a Secretário-geral do Partido Socialista.

António

Blog informal de apoio da candidatura de António Costa a Secretário-geral do Partido Socialista.

Pelo António (2)

Artigo de Pedro Bacelar de Vasconcelos, constitucionalista e destacado militante do PS Porto:

 

«(...) É preciso criar as condições para assegurar o cumprimento das expectativas legítimas de um compromisso de governação justa e solidária. O repto lançado por António Costa oferece uma derradeira oportunidade de clarificação política e, em qualquer caso, contribuirá para o reforço da liderança da oposição. É uma questão política a que não se responde com alegações regulamentares e processuais.»

Seguro e o fim do III Reich

Reconhecendo que o ponto de partida possa parecer falacioso por aparentar representar uma redução hitlariana, a verdade é que a acção de um homem com poder que vê o seu mundo ruir pelo princípio democrático da discussão, é tão perigosa quanto destrutiva. Se Hitler ameaçava levar o mundo todo com ele para o abismo caso a Alemanha tombasse, assim parece agir António José Seguro do seu ninho de águia, lugar supremo da abstração e da desrazão. O Partido Socialista, pilar fundamental da manutenção e aprofundamento da democracia no nosso país, encontra-se hoje nas garras de um homem perdido. Misto de Cavaleiro da Triste Figura, rodeado dos seus Sanchos Panças, qual D. Quixote a lutar contra moinhos de vento, e de autoritária índole a preferir um Partido na Clandestinidade três vezes bloqueado. Agindo em nome do que o cidadão espera de uma política renovada, fecha os olhos ao mais elementar dos factos: o país está com António Costa e exige-o. E exige-o não porque, ao contrário do que João Soares afirmou, tenhamos em nós a esperança sebastianista mas porque ainda somos autónomos para decidir quem, de entre nós, ser perfila o melhor para servir a República.

Pelo António (1)

Seguro à espera que o "gong" o salve, Ferreira Fernades

Com a democracia não se brinca., Porfírio Silva

Descubra as diferenças. Uma beleza., Ana Matos Pires

Habituem-se, Pedro Marques Lopes

 

(em actualização)

Do país e dos afetos

Se quisermos descrever o estado do país ao fim destes anos de governação PSD/CDS podemos escolher a palavra desesperança.

O projeto de empobrecimento levado a cabo por uma direita renovada e destruidora confrontou os cidadãos com o questionamento de tudo o que tinham por adquirido: desde o valor da Constituição, ao Estado Social, ao papel na concretização deste levado a cabo pelo trabalho especifico dos funcionários públicos, à segurança na velhice como direito e não benesse, ao papel de irradicação da pobreza assumido pelas prestações sociais, à segurança no trabalho posta em leis laborais avançadas e dignas, ao valor da igualdade, ao valor da confiança que devemos ter no Estado enquanto pessoa de bem, ao poder político que nos defende quando dialoga com parceiros externos, à coesão social, à importância da existência de uma classe média sólida, até ao significado menos exigente da palavra verdade no discurso governativo.

As eleições europeias só têm uma leitura lúcida: a direita teve uma derrota humilhante e merecida; o eleitorado não a quer; esse mesmo eleitorado não vê no PS uma alternativa forte de governação, forte em número de votos, distante de coligações frágeis e perigosas, forte na liderança que não mobilizou o povo - como pediu ao longo de toda a campanha - a dizer que o PS é a tal alternativa de governo forte.

Perante isto, António Costa mostrou-se disponível para protagonizar um PS que nas legislativas ganhe o que pediu, e não conseguiu, nas europeias.

Trata-se de um gesto político, campo que não deve ser invadido de qualificações afetivas, como a mágoa de Seguro confessada numa entrevista. A candidatura de Costa não é um gesto do campo dos afetos, das mágoas ou das traições. Trata-se antes de um gesto de autenticidade e de coragem, de alguém que pondo o país em primeiro lugar, percebeu que este quer uma alternativa e que o PS deve e tem de ser essa alternativa.

Seguro deve ser louvado, e eu faço-o, pela oposição que tem protagonizado. E é evidente que fazer tudo o que está ao seu alcance e não conseguir o que pediu aos eleitores dói. É sabido que a política com entrega tem essa dimensão.

Acontece que o país está primeiro lugar e Seguro sabe que 31, 5% nas atuais circunstâncias são uma derrota; Seguro sabe que quem apoia a leitura de Costa não é movido por nada de pessoal ou afetivo; Seguro sabe que os socialistas anseiam por um esclarecimento digno e rápido, à altura do PS, através de um congresso extraordinário; Seguro sabe que fora do PS o apoio a Costa é impressionante; Seguro sabe que quem mais o quer a liderar o PS é a direita; Seguro sabe que arrastar a situação com propostas de alteração dos estatutos acompanhadas de “estudo do direito comparado” e ainda acompanhadas de propostas conjunturais de alteração da lei eleitoral ultrapassam qualquer demagogia vista na cena política portuguesa; Seguro sabe que se vingasse uma única das ideias que lhe passou pela cabeça, com a autenticidade zero intuída por todos, estava aberta a porta para a destruição do PS.

Não acredito que Seguro ponha a sua mágoa, a sua credibilidade como político que não se agarra ao poder pelo poder, acima do país e acima do PS.

Tenho por certo que a intranquilidade geradora de passos falsos dará lugar ao único gesto que um líder que é líder pode ter imediatamente: convocar um congresso extraordinário e não temer nem os militantes nem o povo.

Política de faca na liga

O dirigente socialista António Galamba acusou hoje o deputado do PS João Galamba de fazer intriga junto da comunicação social ao acusar António José Seguro de "manobras dilatórias", advertindo-o que "não perde pela demora".

O António?! Não!!!

Marcelo Rebelo de Sousa

Luís Marques Mendes

Motivo

Não nos vamos habituar, claro!
Queremos um Secretário-geral que tome posição, tenha alternativas de progresso e visão estratégica de fundo, baseada numa ideia de País. Um Secretário-geral que faça pontes, fora e dentro da estrutura, que inclua todos e veja na diferença mais valia. Um Secretário-geral orgulhoso e defensor do passado do Partido, próximo das pessoas, inovando na prática democrática como forma de credibilizar a democracia e não de se credibilizar.

Ao longo dos anos António Costa reuniu tudo isto. O País, e Lisboa, em especial, são testemunhas. É a diferença entre 51% e 29%, nos dois últimos actos eleitorais nesta Cidade. Esmagador.

Antes de dizer que vai fazer, já fez, e criou em todos nós a certeza de ter um contributo maior a dar.

António Costa, Secretário-geral, para o Partido Socialista.