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"Quem governa Portugal somos todos e não uma corte de iluminados em Lisboa" (António José Seguro, 23/07/2014)

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"Quem governa Portugal somos todos e não uma corte de iluminados em Lisboa" (António José Seguro, 23/07/2014)

“Habituem-se, que isto mudou”. Mudou, mudou para isto.

David Crisóstomo, no 365 forte: Lamacento

 

 

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Mudou para isto, para um populista que para se manter num cargo não hesita em insultar, em difamar os que dele discordam. Que não hesita em envergonhar os seus camaradas, em insinuar o quão uliginoso era alegadamente o seu partido antes da sua salvífica chegada.

 

Nunca o Partido Socialista nos seus 41 anos de existência esteve na "lama". O que infelizmente não significa que não haja quem, mesmo internamente, tente de tudo para conspurcar a sua história.»

 

 

Ghost Whisperer

 

 

via Miguel Abrantes, no Câmara Corporativa

 

 

A precariedade é apenas um aspecto de uma política mais geral: promover a incerteza

Porfírio Silva, no Machina Speculatrix: Combater a precariedade no mercado de trabalho

 

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A precariedade é uma das armas desse método político de promoção da incerteza. Dada a importância (negativa) desse fenómeno, interessa saber o que propõem sobre isso os dois candidatos a primeiro-ministro pelo PS.

A moção de António José Seguro não diz nada sobre isso. Aliás – até tenho pena de ter de dizer isto – mas a moção de AJS não diz praticamente nada sobre nada (pode ser lida aqui). A moção, embora se reclame como um documento sobre as grandes opções de governo, é apenas uma introdução de política geral (muito geral) a documentos anteriores do PS, de que o secretário-geral se apropria para remeter para lá na sua moção.
Assim sendo, e para termos alguma coisa para comparar, temos de ir ao Contrato de Confiança (incluindo as famosas 80 medidas) que o PS apresentou em Maio passado, antes das eleições europeias, e que AJS diz que é como se fosse a sua moção. 

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Argumentário político mitológico

Paulo Valério, no À falta de melhor: Os seis (novos) mitos do Segurismo

 

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Ontem, hoje e amanhã, Costa e Seguro estão separados por um abismo de consistência intelectual, preparação política e experiência executiva. Negá-lo é mais ou menos como meter José Cid e Stevie Wonder no mesmo saco. Ambos tocam piano, usam óculos escuros e cantam com afinação. Mas é preciso ter um ouvido muito duro para comparar “A cabana junto à praia” com “Sir Duke”.
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Só mobilizando as regiões e as suas forças vivas é que se consegue mobilizar Portugal

João Sequeira, no Diário de Notícias: Mobilizar as regiões para mobilizar Portugal

 

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Sabemos que as políticas de desenvolvimento regional são decisivas para a promoção da coesão social, económica e territorial do País. No entanto, a flagrante ausência de uma proposta e de uma ação política estruturadas e adequadas tem conduzido ao agudizar das assimetrias e das desigualdades regionais e a uma administração desconcentrada do Estado, confusa e desarticulada, sem coordenação político-territorial ou racionalidade estratégica.
Assim, a moção propõe o desenho de um novo modelo de governação regional através da "gradual implementação de uma estrutura regional" que conjugue um conjunto de requisitos (aceitação e identidade histórico--cultural; escala territorial e populacional; dimensão crítica e legitimidade democrática) e que tenha "presente a delimitação territorial das comissões de coordenação e desenvolvimento regional" (CCDR) e a "evidente necessidade de tratamento diferenciado das suas áreas metropolitanas".
Mas não se pense que o documento estratégico de António Costa se fica pela enunciação programática. A moção define medidas concretas para a implementação do novo modelo de governação regional: a descentralização de competências para as CCDR; a democratização das CCDR, com a eleição dos respetivos órgãos de governo por todos os autarcas de cada região; e a criação de verdadeiras autarquias metropolitanas com competências efetivas nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.
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"Senti que havia um problema de afirmação no PS"

  

António Costa na Grande Entrevista da RTP

 

 

Fácil?

Jorge Rocha, no Ventos Semeados: O difícil será o que se seguirá!

 

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Se Seguro acredita ser fácil o exercício do cargo de primeiro-ministro é porque não sabe, nem quer ser mais do que “his master voice” dos que têm mandado nestes três anos. Até porque tem jeito para se queixar do que não consegue e atirar as culpas próprias para outro lado. Agora que o desafio será difícil, mas implicará muita capacidade para governar, disso não tenhamos dúvidas.
E reconhecê-lo é sinal de responsabilidade, que tanto parece falhar aos que ainda mandam no Largo do Rato!»

Um jornalismo que só se interessa pelo concreto e pelo imediato

Estrela Serrano, no Vai e Vem: António Costa e o jornalismo “concreto”

 

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Uma explicação para esta súbita fixação dos jornalistas no “concreto”quando falam com António Costa  está talvez no facto de pretenderem contrariar a ideia, corrente até há pouco, de que Costa tem “boa imprensa“. A demarcação surge então sob a forma de um jornalismo agressivo ou sob a (nova) forma de um jornalismo que, à falta de melhor termo, se pode chamar  “jornalismo concreto”.

Ora, como bem se escreve aqui, “um candidato a PM, por um partido que aspira a ser governo, tem a noção dos tempos e não gasta o seu latim pesado numa campanha prévia, numa disputa interna, um ano antes das eleições.”»

 

 

Seguro é, com tudo isto, cristalino quanto ao que podemos esperar dele enquanto Primeiro-Ministro

Rui Cerdeira Branco, no Adufe 5.0: É impossível não imitar as ideias de António José Seguro

 

«Em 2011, António José Seguro era radicalmente contra as primárias.

Em 2011, António José Seguro era radicalmente contra os debates públicos na disputa da liderança do PS. Impediu mesmo que dois deles (com Assis) feitos em Lisboa e Porto pudessem ser transmitidos fora das paredes partidárias.

Em 2011, António José Seguro era contra um pedido de fiscalização da constitucionalidade do Orçamento de Estado 2012 que acabou por ser imposto por um grupo de deputados do PS (no pleno exercício dos poderes e deveres que lhes são conferidos pelos seus representados nos termos da lei) que em consciência acreditaram que não poderia pactuar com um Orçamento inconstitucional. O Tribunal Constitucional deu-lhes razão.

 

Hoje, António José Seguro é o campeão das primárias.

Hoje, António José Seguro teria feito muitos debates com António Costa mesmo antes de haver candidaturas oficializadas e acusa o seu contendor de coisas feias (que recuso reproduzir) por não se ter disponibilizado a ir além do que estabelece o regulamento das primárias – três debates televisionados em canais de emissão nacional.

Hoje, António José Seguro usa frequentemente as sucessivas declarações de inconstitucionalidade que o Tribunal Constitucional veio a confirmar relativas a normas dos vários orçamentos de estado (inclusive o de 2012) como legítimo argumento contra o governo.

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A democracia faz-se com melhor participação

Porfírio Silva, no Machina Speculatrix: As políticas e o método

 

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Como António Costa reafirmou, a construção da Agenda da Década é o primeiro pilar da visão que propõe para o país. Depois de três anos de um governo que adotou como método político a divisão entre portugueses e o conflito institucional, a Agenda da Década deverá ser um instrumento de compromisso duradouro e frutuoso na sociedade portuguesa. Não estamos a falar de apelos a consensos ocos e opacos, que têm sido instrumentalizados para tentar perpetuar a atual política governamental. A Agenda da Década visa outra cultura política para o nosso país: deverá envolver compromissos mais profundos do que as naturais divergências entre governo e oposição numa dada legislatura; deve permitir uma larga congregação de esforços em objetivos estratégicos de longo prazo que não estejam sempre a mudar quando muda o governo – porque transformações estruturais importantes e difíceis requerem tempo, persistência, coerência. Não deve ser apenas um compromisso entre agentes político-partidários, envolvendo profundamente também os parceiros sociais. Talvez nem todos tenham ainda medido o alcance desta visão, que representa, na verdade, uma proposta de mudança profunda do clima e das práticas até agora dominantes na política portuguesa. E, o que é mais, António Costa tem demonstrado ao longo da sua vida pública que quer, sabe e consegue fazer essa transformação positiva na qualidade da luta política. Bem precisamos disso.

[...]»

 

 

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