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iluminando

"Quem governa Portugal somos todos e não uma corte de iluminados em Lisboa" (António José Seguro, 23/07/2014)

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"Quem governa Portugal somos todos e não uma corte de iluminados em Lisboa" (António José Seguro, 23/07/2014)

Insensato, contraditório e desastroso para a imagem do PS

António Correia de Campos, no Público: Populismo

 

"[...]

A doença pega-se: O nosso António J. Seguro que registava um honroso passado de recusa da redução do número de deputados, deu meia-volta e propõe agora anular 50 lugares no Parlamento, criar um pequeno círculo de escolha proporcional e generalizar a representação uninominal, através de ordenamento de candidatos pelos eleitores. Reforma que poderia ser interessante se bem preparada e proposta no início de uma legislatura, não no seu termo. Apressadamente brandida como último recurso para atrair os descrentes na política, tornou-se uma arma de populismo. Ao pretender agendar um debate potestativo sobre o assunto, sem consultar os seus próprios deputados, não falta quem pergunte que vendaval varreu a cabeça de Seguro? Uma audácia insensata, contraditória e desastrosa para a imagem do PS. Com tais comportamentos, o PSD esfrega as mãos de contente: terá a reeleição garantida.

[...]"

 

 

Costa será sempre a melhor solução

Daniel Sampaio, no Público: A semana do PS

 

"[...]

O eleitor das primárias tem de decidir: vai votar em Seguro e avalizar uma estratégia de crítica pessoal ao carácter do adversário, depois de três anos de oposição baça e resultados medíocres? Ou vai apostar em Costa, porque o sente mais competente, mais experiente e mais capaz de liderar um governo que nos traga um Portugal melhor?

[...]"

 

 

Acenar com falsas soluções

João Galamba, no Expresso: A solução de quem não sabe o que fazer

 

«[...]
Como o próprio António José Seguro sabe, a redução do número de deputados reduz a proporcionalidade, prejudicando os pequenos partidos, e reduz a representatividade territorial, sobretudo a do interior; ou seja, a ser aprovada, essa redução resultaria numa dupla golpada eleitoral: dos maiores partidos contra os mais pequenos, do litoral contra o interior.

O António José Seguro de 2007, o que fez a reforma do parlamento, sabia que este tipo de proposta revelava falta de seriedade política e era típica de "foros populistas tão em voga". Mas o António José Seguro de 2014, o que concorre às primárias do PS, abandonou esses pruridos e mudou de ideias, porque o populismo parece mesmo ser a única arma que lhe resta.
[...]»

 

Está em causa a escolha de alguém que nos saiba e possa representar

Sofia Loureiro dos Santos, no Defender o Quadrado: Mobilizar Portugal

 

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O ataque de populismo de António José Seguro, rivalizando com Marinho e Pinto, na tentativa de apelar aos instintos mais primários de culpabilização dos responsáveis eleitos por todos os males do universo é patético e, espero eu, contraproducente. A hipotética proposta de alteração da lei eleitoral, a dormir desde há vários anos, para além das insinuações sobre a promiscuidade entre negócios e políticas, demonstram bem as habilidades de que é capaz.


Nas primárias do PS está em causa a escolha de alguém que nos saiba e possa representar, não uma pessoa que afirma ter-se anulado estrategicamente para conseguir ter o partido na mão e que coloca o seu direito a ser candidato a Primeiro-ministro à frente dos interesses do país. Está em causa a hipótese de alternativa a este governo.

[...]"

 

 

Ver quem tem o perfil, o currículo e capacidade de mobilização necessária

Ricardo Bernardes, no rostos.pt: António Cosa, uma escolha racional

 

"[...]

Neste contexto, a busca de uma nova alternativa é natural para um Partido que pretende constituir uma alternativa consistente e almeja a resultados eleitorais que o permitam. Não se trata de depreciar o esforço e o trabalho feitos por Seguro – que são meritórios, apesar de não terem logrado os objetivos visados –, não se trata de avaliar qual destes protagonistas fez o percurso moralmente mais louvável, nem de procurar um «salvador sebastianista», predestinado a resolver todos os nossos problemas com uma «varinha de condão». Trata-se apenas de, de forma racional, objetiva e desapaixonada, ver quem tem o perfil, o currículo e capacidade de mobilização necessária para cumprir melhor esta tarefa.

[...]"

 

 

"há uma reacção de quem se sente numa situação de dificuldade"

Miguel Abrantes, no Câmara Corporativa: Limão ácido (e espremido)

 

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A verdade é que as respostas de João Proença não resistem ao menor confronto com a realidade. Ignora as condições em que foi assinado o memorando com a troika, mas priva-se de referir que António José Seguro, com a «abstenção violenta» no Orçamento do Estado para 2012, se tornou conivente com a política do Governo de Passos & Portas de «ir além da troika», que se traduziu em mais dez mil milhões de euros a dose de austeridade que estava prevista no memorando. E que a UGT, dirigida então pelo próprio João Proença, cedeu em toda a linha aos interesses da direita no Código do Trabalho, uma vez mais indo muito além do que o memorando estabelecia. De novo com a abstenção de António José Seguro no parlamento. 

Haveria mais a dizer sobre a entrevista de João Proença. Que, por exemplo, utiliza os argumentos da direita para tentar abafar o espaço de opinião de José Sócrates na RTP. Ou que mistifica os resultados das eleições para as federações distritais do PS. No entanto, o que se retém da entrevista é que o ex-secretário-geral da UGT não perde um minuto para falar, entre outras questões, do drama dos desempregados sem apoios sociais, da precariedade laboral, das crescentes dificuldades de acesso à Saúde, do pandemónio na Justiça e na colocação dos professores da Escola Pública. Ao Governo de Passos & Portas não escapa certamente este gesto de boa vontade por parte da candidatura de António José Seguro."

 

 

Porque quero o melhor para o PS e para Portugal

Edite Estrela, no Mensageiro de Bragança: Vamos mobilizar Portugal

 

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António Costa tem tido uma atitude exemplar. Fala de política, critica o governo, apresenta as suas ideias para o PS e para o país, sem atacar camaradas e recusando-se a responder aos ataques que lhe fazem. A sua preocupação não é ganhar a disputa interna, é mobilizar os portugueses e ganhar as legislativas. Por isso não se cansa de afirmar que os seus adversários estão fora do PS e que conta com todos sem excluir ninguém. Ele sabe que, para obter a maioria indispensável para mudar a política de austeridade do governo PSD/CDS, precisa de sair da campanha interna com um partido mais forte e coeso, capaz de conquistar a confiança dos portugueses e de lhes devolver a esperança perdida. [...]"

 

 

Confundir o país com um vasinho

Nuno Júdice, no Mobilizar Portugal:

 

[...]

É em alturas como estas que se exigem políticos com uma cultura e uma experiência com provas que inspirem confiança. O poder hoje não é aquela florzinha cultivada com tanto amor num filmezinho publicitário, e confundir o país com um vasinho de por à janela não é uma visão adequada à seriedade deste momento.

Também não é saudável falar contra as elites num tempo em que pelo contrário essas elites, lisboetas ou não, são indispensáveis para o bom governo do país, e menos ainda tornar os políticos objecto de suspeita, com uma proposta quase inquisitorial relativa a quem aspire a essas funções. Um candidato a deputado tão puro como o que se pretende – sem qualquer ligação ao mundo real em que vivemos – terá de vir de fora, talvez seja de dar vistos gold a budistas ou esquimós para se candidatarem a uma assembleia que, com a redução a 181, terá a originalidade de vir a ser conhecida como o Parlamento capicua.

[...]

 

 

Combater o populismo

Augusto Santos Silva, no Jornal de Noticias: O populismo à espreita

 

"[...]

Como se vê, o populismo situa-se nos antípodas da preocupação e do respeito pelo povo. O populismo expropria o povo do raciocínio, nega-lhe discernimento e pede-lhe adesão exaltada, sem medida nem escrutínio. Desde o surgimento da comunicação de massas, ele propaga-se com força, através da Imprensa dita popular, da televisão generalista e de cadeias de rádio religiosa ou ideologicamente comandadas. Também o temos em Portugal. E, de certo modo, habituámo-nos a ele. Até condescendemos, se bem que não devêssemos.

Mas o que talvez explique o recente sobressalto contra o populismo é a constatação da força com que ele vem penetrando no coração dos sistemas político-partidário e político-judicial. E o que é mais de lamentar é que, no primeiro caso, seja através do PS, pela mão de António José Seguro e que, no segundo, seja patrocinado pela própria ministra da Justiça."